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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Poncho

Olá amigas,
Devem estar a pensar que, finalmente, saí das fraldas e dos babetes. Enganam-se! Não saí, estou a intercalar:)
Como podem ver, já comecei a tirar as lãs das caixas. De uma delas saíram os tons castanhos e azuis, aos quais juntei um laranja forte para dar vida. O resultado está aqui, neste poncho feito em crochet. Gostam?
beijinhos,
cris

Manta mesclada



A pensar nas meninas e nos meninos, aqui ficam mais umas mantinhas, todas diferentes e todas muito fofas. Feitas em lã própria para bebé, antialérgica, estão à espera de aquecer os bebezinhos que por aí vêm.

Manta colorida



Mais uma mantinha bem colorida...

Manta rosa



Aqui está mais uma mantinha, em tons rosa...

Cachecol rosa



Amigas, como podem ver já comecei a transformar os quilos de lã que comprei. Na foto não dá para perceber bem mas, qualquer um dos tons, tem um fiozinho brilhante que dá um toque especial à peça.

Experimentei dois pontos diferentes, um mais aberto e outro mais fechado, e gostei muito do resultado de ambos.

Cachecol branco



Mais um branco....

Cachecol cinza




Cachecol cinza.

Cachecóis



Estes dois estão prontinhos a entregar. Super fofos, em pontos diferentes.


(D.)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Saudades

Por mais que os anos passem há sentimentos que nunca mudam. Mesmo sem me dar conta disso, é aquela angústia que regressa sempre, aquele aperto no peito injustificado que me leva a pensar nos porquês, aquela solidão mesmo quando estou tão acompanhada.
No domingo a L. perguntou-me, sem motivo aparente, “Mãe estás triste?”. Respondi que não e sorri. Passado uns minutos voltou “Mãe estás triste ou só estás cansada?”. Provavelmente estava triste e desgastada, como me sinto sempre que outubro chega.
Todos os dias são dias de lembranças. Lembranças que o tempo não apaga, que se mantêm tão vivas como se tivessem sido ontem. O último telefonema no dia dos meus anos, feito com muito esforço porque teve que se levantar e andar até à sala; o olhar triste do último dia; a conversa infindável da última manhã, como se soubesse que nos despedíamos ali; o toque quente do seu braço já mais flácido devido ao peso que começava a perder…Mas o que mais dói, talvez, é recordar o brilho do seu olhar, repleto de esperança, de vontade de viver, quando saiu do IPO. Na minha cabeça, ao mesmo tempo que lhe sorria e lhe alimentava ainda mais a esperança, ecoavam apenas as palavras do médico, duras, frias...
12 anos depois parece que foi tudo ontem. É como se voltasse a viver tudo, sem ter a oportunidade de alterar nada, sem me poder despedir, sem poder fazer mais, sem lhe dizer novamente o quanto a amo e o quanta falta ela me faz.
A revolta passou há muito. Tempos depois até descobri que me conseguia recordar dela sem lágrimas, que conseguia falar dela e rir-me das coisas que dizia.
Mas esta angústia regressa sempre, todos os anos em outubro, e leva-me a reviver tudo de novo, com a mesma intensidade e com a mesma dor. E tenho tantas, tantas, tantas saudades… mãe!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Babete barquinhos





Para fazer conjunto com as últimas fraldas feitas, aqui ficam dois babetes. Este barquinho é muito amoroso.






B. 011


(D.)